terça-feira, 20 de maio de 2008

Cientistas chineses isolam gene que pode aumentar produtividade da planta do arroz

Descoberta anunciada em clima de espectro de uma crise alimentar



Qifa Zhang
Cientistas chineses, liderados por Qifa Zhang, isolaram um gene que poderá influenciar a produtividade e a adaptação da planta do arroz nas zonas temperadas, segundo um artigo publicado hoje na revista Nature Genetics.

Os cientistas, da universidade agrícola de Huazhong, em Wuhan (centro), determinaram o gene que influencia o rendimento da planta, o seu tamanho e o período de floração.

Até agora, os investigadores apenas tinham conseguido determinar a zona onde deveria localizar-se o gene ou os genes implicados, no cromossoma 7.



As plantas de arroz sem o gene agora isolado - Ghd7 - são mais curtas do que as outras, têm menos grãos por grupo de flores e florescem mais cedo, constataram os cientistas chineses.

Ao reintroduzirem este gene, os cientistas conseguiram duplicar o período de floração e aumentar o tamanho da planta em 60 por cento.

Os autores do estudo analisaram a acção do gene Ghd7 em 19 variedades de arroz produzidas em várias regiões da Ásia e identificaram cinco níveis diferentes.

Os genes mais activos encontram-se nas plantas em regiões mais quentes, permitindo-lhes explorar melhor a luz e a temperatura, manter a floração e aumentar o rendimento.

Os genes menos activos encontram-se no arroz cultivado em zonas mais frias, onde o período de crescimento é mais curto.

A descoberta de que o rendimento do arroz depende de apenas um gene, e não de vários como se pensava até agora, tem "implicações fundamentais" no aumento da produtividade da planta, que pode ser melhorada por selecção ou transformações genéticas, sublinham os autores do estudo.

O anúncio da descoberta ocorre numa altura em que o mundo vive sob o espectro de uma crise alimentar, que levou a ONU a criar, no final de Abril, uma célula de crise para lidar com a questão da subida do preço dos alimentos e os consequentes problemas de fome.

Nas últimas semanas, vários países asiáticos produtores de arroz adoptaram medidas para proteger as suas populações do aumento dos preços deste alimento básico na região, recorrendo a racionamentos, subvenções e limitação de exportações.

terça-feira, 11 de março de 2008

Uma Ceboba sem Lágrimas!

Já não vai ser preciso tanto
Cientistas da Nova Zelândia e do Japão criaram uma cebola que "não faz chorar", ao desligarem o gene responsável pela enzima que produz a reacção, noticia hoje a imprensa britânica. Um dos autores da investigação, Colin Eady, afirma que a descoberta poderá acabar com um dos maiores enigmas da cozinha, o da relação entre a cebola e as lágrimas.

O instituto de investigação neo-zelandês Crop and Food recorreu a tecnologia australiana de silenciamento de genes neste projecto, que começou em 2002, depois de cientistas japoneses terem identificado o gene responsável pela produção da enzima lacrimogénea
"Pensávamos que o agente lacrimogéneo era produzido espontaneamente pelo corte das cebolas, mas eles (os cientistas japoneses) provaram que era controlado por uma enzima", referiu Eady. A enzima é libertada com o corte da cebola e desencadeia uma cadeia de reacções químicas de que resulta a formação de um irritante que estimula as glândulas lacrimais dos olhos e provoca as lágrimas.

"A tecnologia de silenciamento de genes cria uma sequência que desliga o gene indutor das lágrimas na cebola, impedindo-o de produzir a enzima", explicou. O cientista reconheceu que o sabor do bolbo poderá ser afectado pela alteração da sua composição genética, mas espera que possa ser melhorado numa fase posterior da investigação.

"O que esperamos é ter essencialmente muito dos aromas agradáveis e doces das cebolas, sem o amargo associado ao factor lacrimogéneo", adiantou. Mas apesar da expectativa que a descoberta possa criar no público, a maioria dos cozinheiros terá de esperar 10 a 15 anos para poder picar cebolas sem chorar, preveniu o cientista.



Nota:
Neste caso a biotecnologia esta inserida numa pequena experiência mas de elevada importância (a remoção dum simples gene de uma cebola) mas acaba por provar que o avanço tecnológico é bastante curioso e que pouco a pouco o humano vai manipulando um pouco de tudo no mundo vivo…vai adquirindo mais e mais poder que nunca na vida foi pensável sequer poder acontecer tais coisas!

Hoje uma cebola sem provocar o choro…e amanhã?? Pouco mais há a dizer do que isto…uma pergunta para reflectir sobre a imensidão da biotecnologia na sociedade.

Anticorpos provocam mutação em HIV

As mutações encontradas em quatro aminoácidos na proteína que envolve o VIH podem tornar o vírus vulnerável ao sistema imunitário, segundo um estudo publicado no número de Janeiro da PLoS Medicine, diz um artigo da ANI/Thailand News.

No estudo, Julie Overbaugh da Fred Hutchinson Cancer Research Center e colaboradores analisaram a estirpe de VIH de uma mulher que vive em Mombasa, Quénia, cujo vírus foi inactivado por anticorpos produzidos pelo seu próprio organismo. O estudo descobriu que o vírus da mulher apresentava mutações em quatro aminoácidos localizados na proteína do invólucro do VIH. Segundo os investigadores, dois dos aminoácidos quando introduzidos em estirpes de VIH não relacionadas num ambiente laboratorial conferiram sensibilidade à inactivação por vários anticorpos produzidos por indivíduos VIH-positivos.

Os investigadores disseram que essas mutações podem provocar alterações na estrutura global da proteína do invólucro, que podem resultar na exposição de regiões do VIH ao sistema imunitário que habitualmente estão escondidas. Segundo o ANI/Thailand News, é necessária mais investigação para confirmar a teoria de que vacinas contendo proteínas do invólucro com mutações poderão ser capazes de estimular uma resposta imunitária para proteger contra o VIH.